Sabe aquele momento em que você chega em casa e encontra o sofá destruído, a almofada em pedaços, e seu cachorro te olhando com aquela carinha de “não fui eu”? Pois é. Eu passei por isso. Várias vezes.
Ou quando você percebe que seu gato está se escondendo há dias, recusando comida, e você fica desesperado sem entender o que aconteceu? Também já vivi isso. E não foi nada fácil descobrir a causa.
A verdade que ninguém me contou quando comecei a ter pets é que entender o comportamento deles é tão importante quanto cuidar da saúde física. E eu aprendi isso da forma mais difícil: com muito erro, tentativa e erro, sofás destruídos e algumas noites sem dormir preocupada.
Hoje, depois de anos criando o Spyke (meu dragão-barbudo), Luna e Sol (geckos-leopardo), e a Jade (jabuti resgatada) — além de ter convivido com cães e gatos antes deles —, posso dizer com propriedade: comportamento animal não é mistério. É ciência misturada com paciência, observação e muito amor.
Vou compartilhar tudo que aprendi (incluindo os perrengues!) para você não cometer os mesmos erros que eu cometi. Preparado? Vamos lá!
Por Que Eu Decidi Estudar Comportamento Animal (Spoiler: Foi Por Necessidade)
Lembro perfeitamente do dia em que percebi que eu PRECISAVA entender melhor meus pets.
Era 2021, logo depois que adotei o Spyke. Eu estava animadíssima, achando que seria tudo lindo e perfeito. Montei o terrário caprichado, comprei todos os equipamentos certos, estudei sobre temperatura e alimentação… mas tinha um probleminha: o Spyke simplesmente não comia quando eu estava por perto.
Ele ficava parado, me olhando fixamente, sem se mexer. Eu oferecia grilos, vegetais, tentava de tudo — e nada. Fiquei desesperada! Liguei para o veterinário achando que ele estava doente.
A resposta? “Mariana, ele está estressado. Dragões-barbudos são sensíveis e precisam se sentir seguros para comer. Você está invadindo o espaço dele demais.”
Aquilo foi um tapa na cara (no bom sentido). Eu estava tão preocupada em fazer tudo “certo” que esqueci de observar e respeitar o comportamento natural dele.
Depois disso, mergulhei de cabeça no estudo de comportamento animal. E minha vida — e a vida dos meus pets — mudou completamente.
O Que Realmente Influencia o Comportamento do Seu Pet (Muito Além da “Personalidade”)
Quando as pessoas me perguntam “por que meu pet age assim?”, eu respiro fundo e explico que não é simples. O comportamento é resultado de uma mistura de fatores que trabalham juntos:
1. A Genética: O Que Vem de Fábrica
Cada espécie — e até cada raça — tem tendências naturais programadas no DNA.
Exemplos práticos que vivi:
- Dragões-barbudos (como o Spyke): Naturalmente territorialistas, gostam de se exibir, precisam de hierarquia clara. Por isso ele “aceita de bom grado” quando faço trocas no terrário — ele entende que EU sou a “alfa” do território dele.
- Geckos-leopardo (Luna e Sol): Noturnos por natureza, tímidos, preferem se esconder durante o dia. Eu cometi o erro de tentar interagir com eles de manhã e eles simplesmente fugiam. Aprendi a respeitá-los e agora só mexo com eles no final da tarde/noite.
- Jabutis (Jade): Super territorialistas! Ela tem um cantinho favorito no quintal e ODEIA quando outros animais invadem. Precisei criar uma área exclusiva para ela.
Ignorar a genética é pedir para ter problemas. Não adianta querer que um gato seja “grudento” como um cachorro, ou que um réptil seja carinhoso como um mamífero. Cada um tem seu jeito natural — e está tudo bem!
2. O Ambiente: Onde Seu Pet Vive Importa MUITO
Essa foi outra lição dolorosa que aprendi.
Lá em 2022, mudei o terrário do Spyke de lugar — coloquei perto da janela porque achei que ele ia gostar de ver o movimento da rua. Resultado? Ele ficou estressadíssimo. Parou de comer, começou a fazer “glass surfing” (ficar tentando escalar o vidro repetidamente), e até a cor dele ficou mais escura.
Voltei o terrário para o canto mais tranquilo da sala, longe de movimento e barulho, e em 3 dias ele já estava normal de novo.
O que aprendi sobre ambiente:
Pets precisam de previsibilidade — mudanças bruscas causam estresse
Barulho constante afeta demais (principalmente répteis e aves)
Espaço físico inadequado gera frustração e comportamentos destrutivos
Falta de estímulos = tédio = problemas
3. As Emoções: Sim, Pets Sentem (e Muito!)
Aqui é onde muita gente erra — inclusive eu, no começo.
Pets sentem medo, ansiedade, frustração, tédio, alegria, confiança. E essas emoções influenciam TUDO no comportamento deles.
História real: Quando viajei pela primeira vez depois de ter o Spyke, deixei ele com minha mãe por 5 dias. Quando voltei, ele estava apático, não queria comer, ficava escondido. Levou quase uma semana para voltar ao normal.
Por quê? Répteis podem não demonstrar afeto como cães, mas eles reconhecem seus tutores e criam rotinas. A mudança abrupta causou estresse emocional nele.
Desde então, nunca mais viajei sem preparar ele gradualmente (deixo roupas com meu cheiro, peço para quem vai cuidar seguir a rotina EXATAMENTE igual, etc).
Os Problemas de Comportamento Que Mais Vi (E Como Resolvi)
Vou ser sincera com você: todo tutor vai enfrentar algum problema comportamental em algum momento. É parte do pacote. O importante é saber identificar e resolver.
1. Ansiedade de Separação (Não É Só em Cães!)
Eu sempre associava ansiedade de separação apenas a cachorros. Mas descobri (da forma difícil) que gatos, aves e até alguns répteis podem sofrer com isso.
Sinais que aprendi a identificar:
Mudança brusca de apetite quando você sai
Destruição de objetos (cães e gatos)
Vocalização excessiva (aves principalmente)
Apatia e recusa de alimentação (répteis)
Comportamentos repetitivos
Como eu lido com isso hoje:
Rotina previsível — saio e volto sempre nos mesmos horários
Dessensibilização gradual — comecei saindo por 5 minutos, depois 10, depois 30, até eles se acostumarem
Enriquecimento ambiental — deixo brinquedos, esconderijos novos, coisas para explorar
Ignorar despedidas e chegadas exageradas — eu sei que é difícil, mas funciona! Não faço festa quando saio nem quando chego. Só depois de alguns minutos cumprimento os pets calmamente.
A diferença foi ABSURDA. O Spyke hoje nem liga quando saio de casa — ele sabe que vou voltar.
2. Agressividade Repentina (Que Susto Eu Levei!)
Em 2023, o Spyke começou a inflar a barba (sinal de ameaça em dragões-barbudos) toda vez que eu me aproximava do terrário. Ele nunca tinha feito isso!
Meu primeiro pensamento? “Ele está doente, com dor, ou me odeia agora?”
Levei no veterinário e descobri que ele estava entrando na fase reprodutiva — e isso deixa os machos mais territorialistas e agressivos temporariamente. Não era nada comigo, era apenas hormônios.
O que fazer quando seu pet fica agressivo:
- Nunca reaja com agressividade de volta (parece óbvio, mas muita gente erra nisso)
- Procure causas físicas primeiro — dor, doença, desconforto
- Observe mudanças recentes — novo pet? Mudança de ambiente? Barulho diferente?
- Dê espaço — respeite o limite do animal
- Consulte um especialista se persistir
Com o Spyke, a solução foi simples: dei mais espaço durante essa fase, evitei pegá-lo no colo, e em algumas semanas ele voltou ao normal.
3. Estresse Crônico (O Inimigo Silencioso)
Esse é perigoso porque nem sempre é óbvio.
Sinais de estresse crônico que aprendi a identificar:
Mudança na aparência (pele/pelos/penas opacas)
Perda de apetite gradual
Apatia — fica só parado, sem interesse
Queda de imunidade — fica doente com frequência
Comportamentos repetitivos (pacing, glass surfing)
A Jade, minha jabuti resgatada, chegou aqui em 2022 completamente estressada. Ela tinha sido mantida em um espaço minúsculo, sem sol, sem estimulação.
Levei meses de trabalho paciente para reverter o estresse crônico dela:
Criei um espaço amplo no quintal
Coloquei plantas, esconderijos, áreas de sol e sombra
Estabeleci rotina previsível de alimentação
Evitei mexer demais com ela — deixei ela se adaptar no tempo dela
Hoje ela é uma jabuti feliz e saudável. Mas exigiu paciência e respeito ao ritmo dela.
4. Comportamentos Destrutivos (Aka “Por Que Você Comeu o Sofá?”)

Ok, répteis não comem sofás — mas já tive cachorro e sei bem o drama!
A verdade nua e crua: Comportamentos destrutivos quase sempre são causados por:
Tédio
Excesso de energia não gasta
Ansiedade
Falta de estímulos adequados
Solução: Enriquecimento ambiental! (Vou falar mais disso já já)
Como Eu Aprendi a Identificar Problemas Antes Que Ficassem Sérios
Essa é uma das habilidades mais valiosas que desenvolvi: observação atenta.
Sinais de alerta que SEMPRE me fazem ligar o sinal amarelo:
Mudança repentina de comportamento (de ativo para apático, ou vice-versa)
Isolamento social (pet que era sociável e de repente se esconde)
Agressividade inesperada
Recusa de alimentos favoritos por mais de 2 dias
Lambedura/coceira excessiva
Vocalização fora do padrão
Minha regra de ouro: Se o comportamento estranho persistir por mais de 2-3 dias, EU INVESTIGO. Não deixo rolar.
Às vezes é só uma fase, um dia ruim. Mas às vezes é sinal de doença, dor, ou problema emocional sério.
Educação Positiva: A Melhor Coisa Que Aprendi

Confesso que quando comecei com pets, eu não sabia direito o que era “educação positiva”. Achava que era só não bater no animal (óbvio, né?). Mas é MUITO mais que isso.
O Que É Educação Positiva de Verdade
É trabalhar sempre com reforço positivo, nunca com punição.
Na prática:
Recompensar comportamentos bons (com petiscos, carinho, atenção)
Ignorar comportamentos ruins (desde que não sejam perigosos)
Nunca usar violência, gritos ou punições físicas
Construir confiança e vínculo
Exemplo real com o Spyke:
Quando ele era filhote, tinha medo de sair do terrário. Eu poderia forçar — pegar ele à força, tirar do esconderijo. Mas isso só ia criar trauma.
O que eu fiz? Paciência + reforço positivo:
- Deixei minha mão dentro do terrário por 5 minutos, sem pegar ele — só para se acostumar
- Depois de alguns dias, comecei a oferecer grilos na mão
- Gradualmente, ele associou minha mão a coisas boas
- Hoje ele vem até a frente do terrário quando me vê
Levou semanas, mas valeu cada segundo. A confiança que construímos é sólida.
Benefícios Que Vi na Prática
Aprendizado muito mais rápido
Vínculo forte entre tutor e pet
Menos estresse para todo mundo
Zero traumas emocionais
Eu nunca mais volto atrás. Educação positiva é o caminho.
Ciúmes Entre Pets: O Drama Que Eu Não Esperava
Quando trouxe Luna e Sol (os geckos) para casa, achei que o Spyke nem ia perceber — afinal, são animais diferentes, terrários diferentes, não interagem.
ERRADO.
O Spyke percebeu que eu estava dedicando tempo a outros répteis. Ele começou a ficar mais agitado, tentando chamar atenção, ficando na frente do vidro o tempo todo.
Sinais de ciúmes que aprendi a identificar:
Competição por atenção
Agressividade com o outro pet (quando aplicável)
Comportamentos regressivos (voltar a fazer coisas que já não fazia)
Estresse visível quando você interage com o outro
Como resolvi:
Tempo individual garantido — cada pet tem seu horário exclusivo comigo
Alimentação separada — nunca ao mesmo tempo, para evitar competição
Áreas exclusivas bem definidas
Recompensar comportamentos calmos — quando o Spyke ficava tranquilo enquanto eu cuidava dos geckos, ele ganhava um grilo extra
Funcionou! Hoje eles convivem super bem (cada um no seu canto, claro).
Ansiedade de Separação: Como Prevenir (Antes Que Vire Problema)
Já falei um pouco sobre isso, mas vou aprofundar porque é MUITO comum.
Estratégias de Prevenção Que Uso
1. Rotina previsível
Pets se sentem seguros com rotina. Eu acordo no mesmo horário, alimento nos mesmos horários, faço limpezas nos mesmos dias. Isso traz segurança emocional.
2. Enriquecimento ambiental constante
Deixo sempre algo novo para explorar — um esconderijo diferente, um cheiro novo, um brinquedo. Isso mantém a mente ocupada.
3. Treinos curtos antes de sair
Antes de viajar ou ficar fora muito tempo, faço “treinos” de ausência. Saio por 5 minutos, volto. Depois 10, 20, 30… até eles entenderem que eu SEMPRE volto.
4. Ignorar despedidas e chegadas exageradas
Eu sei, é difícil! A gente quer abraçar, fazer festa, dizer “tchau amor da mamãe vai sentir saudades”. Mas isso só piora a ansiedade.
Hoje eu saio e volto como se fosse algo normal. Sem dramas. E funciona.
Tratamento (Quando Já Está Instalado)
Se a ansiedade já está estabelecida, o processo é mais lento:
Dessensibilização gradual (aumentar ausências aos poucos)
Brinquedos interativos que mantêm a mente ocupada
Aromaterapia animal (sim, existe! Lavanda é calmante para muitos pets)
Treinamento comportamental com especialista, se necessário
Paciência é a chave. Não tem atalho.
Estresse em Gatos: Uma Aula Que Aprendi com Amigos

Eu não tenho gatos atualmente (só répteis), mas já tive e vejo muito os gatos de amigos. E posso afirmar: gatos são EXTREMAMENTE sensíveis ao ambiente.
Principais Causas de Estresse Felino
Mudança de casa ou móveis
Chegada de novo animal
Mudança na rotina do tutor
Falta de estímulos verticais (gatos precisam subir!)
Caixa de areia suja ou mal posicionada
Soluções Práticas
Arranhadores verticais (torres, prateleiras)
Prateleiras elevadas para observar o ambiente
Caixas de areia em locais tranquilos (1 por gato + 1 extra)
Rotina previsível
Esconderijos estratégicos
Minha amiga que tem chinchilas aplicou esses princípios e o estresse dos bichinhos diminuiu drasticamente.
Adaptação Entre Espécies Diferentes: É Possível?
Muita gente me pergunta: “Mariana, dá para ter répteis e outros pets juntos?”
Resposta: Depende.
Répteis e mamíferos/aves não devem interagir diretamente. Os répteis podem ser vistos como presas, ou podem estressar os outros animais.
MAS, você pode ter diferentes espécies na mesma casa — desde que cada um tenha seu espaço seguro e bem delimitado.
Etapas Para Adaptação Entre Pets
Etapa 1: Apresentação gradual
Nunca jogue os bichos juntos de cara. Comece com eles em ambientes separados.
Etapa 2: Troca de odores
Deixe que sintam o cheiro um do outro sem contato direto. Isso prepara emocionalmente.
Etapa 3: Contato visual controlado
Deixe que se vejam através de uma porta/vidro, mas sem acesso físico.
Etapa 4: Supervisão constante
Quando permitir contato direto (se for o caso da espécie), supervisione 100% do tempo.
Etapa 5: Reforço positivo
Recompense comportamentos calmos e interações positivas.
Esse processo pode levar semanas ou até meses. Não tem pressa.
Enriquecimento Ambiental: A Chave Para Tudo
Se eu pudesse dar UM ÚNICO conselho sobre comportamento animal, seria: invista em enriquecimento ambiental.
Sério. Isso resolve 80% dos problemas comportamentais.
O Que É Enriquecimento Ambiental?
É criar um ambiente que estimula os instintos naturais do animal, mantendo corpo e mente saudáveis.
Tipos de Enriquecimento Que Uso
1. Sensorial (cheiros, sons, texturas)
- Coloco diferentes substratos no terrário do Spyke
- Uso plantas com texturas variadas
- Às vezes coloco sons de natureza (chuva, pássaros)
2. Alimentar (desafios na hora de comer)
- Em vez de só jogar os grilos, escondo alguns pelo terrário
- Uso pinças para simular caça
- Vario os tipos de insetos e vegetais
3. Cognitivo (desafios mentais)
- Mudo a decoração do terrário regularmente
- Crio esconderijos novos
- Adiciono obstáculos para explorar
4. Físico (movimento, escaladas)
- Troncos para escalar
- Pedras em diferentes alturas
- Áreas amplas para se movimentar
Benefícios Reais Que Vi
Redução drástica de estresse
Comportamentos mais naturais
Menos comportamentos destrutivos
Pets mais saudáveis e felizes
Qualidade de vida infinitamente melhor
O Spyke hoje é um dragão-barbudo ativo, curioso, saudável. E tenho certeza de que o enriquecimento ambiental é 70% do motivo.
Quando Procurar um Especialista em Comportamento?
Olha, eu sou a primeira a dizer: não sou veterinária nem comportamentalista profissional. Sou apenas uma tutora dedicada que estuda e observa muito.
Mas tem momentos em que você PRECISA de ajuda profissional:
Agressividade intensa e perigosa
Automutilação (animal se machucando)
Medos extremos que impedem vida normal
Isolamento severo (recusa total de interação)
Mudanças bruscas de comportamento sem causa aparente
Nesses casos, procure:
- Veterinário especializado em comportamento
- Etólogo (especialista em comportamento animal)
- Adestrador/comportamentalista certificado (para cães)
Eu mesma já precisei de ajuda com o Spyke quando ele ficou muito estressado após a mudança do terrário. O veterinário especializado foi essencial para acalmar minha ansiedade e dar orientações corretas.
Não tenha vergonha de pedir ajuda. É sinal de responsabilidade.
Conclusão: Entender Comportamento Mudou Minha Relação com Meus Pets
Quando olho para trás, para aquela garota de 2020 que não fazia IDEIA de por que o gecko não comia, ou por que o Spyke ficava estressado… vejo o quanto eu evoluí.
O Que Eu Aprenderia Tudo de Novo
- Observação é tudo — Preste atenção nos detalhes
- Paciência é inegociável — Resultados levam tempo
- Cada pet é único — O que funciona para um pode não funcionar para outro
- Educação positiva funciona — Sem exceções
- Enriquecimento ambiental salva vidas — Literalmente
- Respeitar os limites do animal — Não forçar, não invadir
- Pedir ajuda quando necessário — Ninguém sabe tudo
Por Que Isso Importa (Muito)
Entender o comportamento do seu pet não é luxo — é necessidade básica para uma convivência saudável.
Quando você entende o que seu pet está “dizendo” através das ações, você:
Previne problemas antes que aconteçam
Resolve conflitos rapidamente
Constrói vínculo forte e verdadeiro
Proporciona qualidade de vida real
Evita sofrimento (seu e do animal)
Hoje, quando o Spyke vem até a frente do terrário me cumprimentar, ou quando a Jade relaxa completamente quando faço carinho nela, eu sei: valeu cada segundo investido em entender eles.
Meu Convite Para Você
Se você está enfrentando problemas comportamentais com seu pet — seja cachorro, gato, réptil, ave ou qualquer outro —, não desista.
Invista tempo em:
Observar atentamente
Pesquisar sobre a espécie
Criar enriquecimento ambiental
Aplicar educação positiva
Respeitar o ritmo do animal
Pedir ajuda quando necessário
O comportamento não é mistério. É linguagem. E você pode aprender a “falar” com seu pet.
Bem-vindo à jornada de verdadeira conexão com seu animal!
Sobre a Autora
Mariana Silva – Tutora Apaixonada por Pets Exóticos
Oi! Eu sou a Mariana, 32 anos, morando em Goiânia-GO, e completamente apaixonada por pets há mais de uma década.
Minha jornada com pets exóticos começou em 2020, quando ganhei meu primeiro gecko-leopardo de aniversário. Desde então, mergulhei de cabeça no estudo de comportamento animal — especialmente de répteis, que sempre me fascinaram.
Hoje cuido com muito amor de:
- Spyke — Dragão-barbudo de 4 anos, meu professor diário de paciência e observação
- Luna e Sol — Casal de geckos-leopardo, que me ensinaram sobre respeito aos ciclos naturais
- Jade — Jabuti-piranga resgatada, minha grande lição sobre recuperação emocional
Criei o Hephiro Pets para compartilhar tudo que aprendi (erros e acertos!) sobre comportamento animal, sempre com honestidade, transparência e muito amor.
O que você encontra aqui:
Experiências REAIS (com direito a perrengues!)
Orientações práticas baseadas em anos de observação
Honestidade sobre desafios e dificuldades
Respeito total ao bem-estar animal
Dicas que eu queria ter recebido quando comecei
Importante: Não sou veterinária nem comportamentalista profissional — sou uma tutora dedicada que estuda muito, observa compulsivamente e adora compartilhar o que aprende. Para questões sérias de comportamento ou saúde do seu pet, SEMPRE consulte um especialista!
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Vamos juntos nessa jornada de entender e respeitar nossos pets!
P.S.: Se você chegou até aqui, parabéns pela dedicação! Espero que este guia ajude você a construir uma relação ainda mais forte com seu pet. E se você aplicar alguma dessas dicas, me conta depois como foi! Vou adorar saber.
Última atualização: Fevereiro de 2026
Este artigo foi escrito com base em experiências pessoais e pesquisa extensiva. Sempre consulte profissionais especializados para decisões sobre comportamento e bem-estar do seu pet.



