Distocia em Répteis
Distocia é a retenção de ovos: a fêmea produz e ovula normalmente, mas não consegue expulsar os ovos pela cloaca. É uma das emergências mais frequentes em répteis de cativeiro e, em geckos leopardo, costuma aparecer em fêmeas abaixo do peso ideal, com reserva de cálcio esgotada ou sem um local adequado para cavar e depositar.
Existem dois tipos. A distocia obstrutiva ocorre quando há um impedimento físico — ovo grande demais, malformado, ou deformidade pélvica. A não obstrutiva, muito mais comum, acontece sem barreira mecânica: falta de contração uterina eficiente, geralmente por hipocalcemia, desidratação, temperatura inadequada ou estresse.
Sinais de alerta: fêmea visivelmente ovulada há mais de 4 ou 5 semanas sem postura, esforço improdutivo, cavação obsessiva sem resultado, prostração, cloaca inchada ou com secreção, perda de apetite prolongada e apatia.
Não existe manejo caseiro. Banho morno, massagem abdominal e “esperar mais um dia” agravam o quadro e podem romper um ovo dentro da fêmea, o que leva a peritonite. O tratamento é veterinário e envolve fluidoterapia, cálcio injetável, ocitocina e, em parte dos casos, ovocentese ou cirurgia.
Prevenção: só reproduzir fêmeas acima de 50 gramas e com mais de 18 meses, manter cálcio sem D3 disponível o ano inteiro, oferecer caixa de postura úmida durante toda a temporada e respeitar o período de recuperação entre temporadas.
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